quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dcionário das Coisas do Céu | COMPREENSÃO


Ezequiel Rodrigues, Cotidiano da alma, Por do Sol, Rio Potengi, Natal RN


 É que tudo vai e vem!

Desta vez olho longe
E não vejo além do que perdi.

Fico esperando que venha o que se foi, mas nada vem.


Tenho que acreditar que a vida vai e vem como as marés,
Mas não sei em que fase da lua estamos.
Não sei em qual batalha perdi minhas armas
Não sei em qual derrota entreguei minhas defesas,
Não sei até onde poderei fugir assim... perdido.


O que é preciso para estar vivo?
O que é viver, o que é sorrir, o que é vencer?
Quem é o alvo? Qual é o objetivo?


Olho longe indefeso horizonte
Mas não vejo respostas ali.


Vou ao mar, vejo a maré subir
Respiro fundo, tomo ar
Ouço a praia cantar
E me preparo para seguir
Com as unhas e os dentes que sobraram.


...É uma guerra...!


O que aprendi da vida é que o tempo passa
E a guerra nunca acaba.


Mas não quero alvejar, quero sorrir.
Não quero me camuflar, quero me descobrir.
Não quero acusações belicosas, quero corresponder compreensões...


Não quero o rubro do sangue...
quero o azul do céu!


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