terça-feira, 19 de agosto de 2008

COTIDIANO

Todos os dias eu acordo como deve acordar quem morreu: Vendo anjos, ouvindo músicas... Mas abatido, assustado, confuso! Acordo suspenso, muito próximo do céu, como se morasse no último andar de um prédio no Everest. Mas o céu e o inferno são vizinhos, então acordo também, muito perto do inferno. Todos os dias eu luto contra a realidade! Todos os dias eu fujo! Todos os dias enfrento o sol... Todos os dias me queimo! O Diabo constrói paredes, mas Deus acenta janelas, por onde fujo para o mar... Todos os dias o dia cai pesado demais sobre mim.
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