sábado, 20 de agosto de 2011

Um sábado singular

Acordei com uma certeza: vou ao mar! 
E fui: bike, mp3, boné, mochila, câmera. De mais não preciso. 
Fui ver o cotidiano das pessoas.

Vi uma lua boêmia, que atravessou a noite e teimava em não dormir.



Vi um corpo à deriva, sofrendo de grande solidão. 
E descobri que a maior solidão do mundo é a solidão dos corpos mortos, 
pois nem mesmo sua alma está mais ali.




Vi a natureza simples e impecavelmente perfeita.



Vi pessoas buscando-se a si mesmas em descansos e repousos, 
tentando encaixar a luva que é a alma na mão que é o corpo,
para que assim, talves, 
seja mais fácil seguir vivendo a vida.




Vi uma linda fortaleza fincada à beira-mar, 
desafiando os tempos, como deve ser o próprio mausoléu do Poseidon.




Vi pais de família lutadores, 
enfrentam o mar e arrancarem dele o sustento.




Vi pessoas de bem umas com as outras,
levando adiante suas vidas, 
sem que os desmandos dos destino
os tenham infortunado.



Vi que o meio ambiente está pedindo socorro



Vi até golfinhos...



Vi que bom senso ainda não é um bem comum



Enfim, vi que enquanto eu conseguir chegar ao mar de bike
estarei feliz.