quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

...mas a vida de ninguém é um cinema!

A minha casinha tem um jardim de baobás onde brincam crianças gigantes e uma janela do tamanho do mundo. Dela, vejo o pôr do sol nas distantes ilhas da Grécia e quando é noite, a minha janela abraça todas as estrelas.


Minha janela de tão aberta
mais parece o coração de alguém que mora no céu
lá passa nuvem, balão, estrela cadente,

pássaro, pipa, gases tóxicos...

na minha janela passa todo o vento do mundo
 - e o vento, todos sabem, é a borracha das mágoas...
 

A minha janela foi Deus que me deu, mas ele não me ensinou como fecha-la  e ela vive aberta a todas as coisas do mundo. Nos tempos de guerra e desastres eu choro até adormecer e quando acordo, pulo da janela, de pára-quedas, para lavar a alma na fumaça das nuvens.



De lá, de minha janela, vejo naus e naves cruzarem o horizonte em busca de tesouros alheios e isso me aborrece... não fosse a vida tão cheia de homens, minha janela seria como a tela de um cinema e quando chegasse o fim tudo estarai bem.
 
 
*

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dicionário das coisas do amor | LEMBRANÇAS



As palavras que tantas vezes o meu corpo disse ao teu,
transparentes e cortantes como vidro,  sei que você não deixou quebrar, caindo no chão do esquecimento.

(Embora eu saiba que você as tem guardado como fotografias antigas em caixas de sapato, que não se quer perder, mas também que não se quer lembrar...)
 
Só que os gumes das lembranças sempre cortam as carnes do tempo!
 
*

domingo, 17 de janeiro de 2010

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