domingo, 19 de junho de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dicionário das coisas do céu | FELICIDADE
Sombras de árvores e músicas;
Um pedaço de mar para onde eu possa ir:
Uns metros de areia onde eu possa ser criança:
Algumas nuvens e pedras que eu possa fotografar;
Algumas folhas de papel onde eu possa ler e escrever;
Uma bicicleta que me leva em fuga nos dias ruins;
Uma mulher e um menino... Alguns amigos...
Um pedaço de mar para onde eu possa ir:
Uns metros de areia onde eu possa ser criança:
Algumas nuvens e pedras que eu possa fotografar;
Algumas folhas de papel onde eu possa ler e escrever;
Uma bicicleta que me leva em fuga nos dias ruins;
Uma mulher e um menino... Alguns amigos...
Um bom punhado de fé e um naco de esperança:
Apenas disse é feita a felicidade da minha vida.
Apenas disse é feita a felicidade da minha vida.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Dicionário das coisas do céu | Milagres
Acordo e vejo o mesmo horizonte todos os dias. As mesmas paredes, os mesmos telhados, as mesmas pessoas. Muitas vezes já disse "basta!"... mas no dia seguinte, logo o dia começa e já vem tudo igual: as mesmas paredes, o mesmo horizonte, o mesmo telhado e as mesmas pessoas... Eu durmo e o meu sonho é não acordar.
Ninguém é feito só de verdades. Minha mentira é viver a espera de um milagre. Minha loucura é realmente acreditar que um milagre vai acontecer.
sábado, 30 de abril de 2011
Crônica de um dia ruim
Há dias em que me sinto tão grande que vejo as estrelas nascerem no chão. Mas há dias em que meu dia já nasce vazio. Acordo catando algumas esperanças para delas fazer força e levantar. Então abro os olhos (embora o desejo seja não os abrir jamais) e sinto pena de Deus! A imortalidade deve ser um fardo. Sinto-me para mim como aquela agonia que dá no estômago de quem tem medos de alturas e medos de cair. A vida tem me cansado mais do que tem me alegrado. Alegria ou tristeza, nada depende de mim e tudo me atinge. Sou apenas uma antena que capta os gozos e dores do mundo. Vou vivendo assim: sem ambições e sem culpas. Vejo operários no topo de um edifício e tenho inveja deles. Nunca cheguei ao topo de nada (e se chegasse sentiria medo). Escrevo para dizer com letras o que não saberia dizer com a minha voz se tivesse a quem dizer algo. Meu psicólogo é um pedaço de papel. Ao lado, no banco vazio do ônibus, vai meu anjo da guarda, sonolento pela hora matinal e risonho de tudo que ouve o meu pensamento dizer. Enfim, chegamos ao mar e o anjo corre à praia esquecendo-se de mim. Estou só.
@zekrodrigues
@zekrodrigues
domingo, 24 de abril de 2011
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